Quem é ela? Quem é ela?

E sua bela e companheira flor.
Eis que o Pequeno Príncipe adoeceu. Caiu uma chuva de tristeza pelo seu mundo e nada cessou essa tempestade. Ele se sentiu só. Chorou e desfaleceu… Só que o Pequeno Príncipe se esqueceu que tinha uma flor que o amava mais que tudo. Ela cuidou, ela acarinhou, ela beijou e cuidou até que o Pequeno Princípe percebeu que sua solidão era em vão. Ele nunca esteve só, ele nunca estava só. Ele cativou aquela flor e aquela flor o cativou. Como ela era linda. Como ele estava feliz. Percebeu alegria num momento de tristeza, encontrou a felicidade num momento tão difícil… Agradeceu e respeitou cada dia mais aquela delicada e perfumada flor.
Diferenças, meu pequeno amigo. Diferenças.

Meu mundo é submerso...
Quem lhe disse que essas asas não são herdadas de minha mãe? Quem lhe disse que seria fácil aproximar-se e ganhar um beijo meu? Quem foi que lhe disse, senhor, que no meu mundo necessito de pernas? Quem lhe disse, Pequeno Príncipe? Nossa diferença, além da física (e metafísica), é que vivo num mundo submerso…